Manhã solerenga, em pouco tempo a área de partida é inundada por atletas, que carregam o peso de fazer história. esta foi a maratona mais participada em Portugal, bateu largamente o record de participações, com muitas nacionalidades inscritas, e pessoas muito diversas: gajas boas, velhas, feias, bonitas, coxos, carecas, gadelhudos...todos com o objetivo de cumprir a prova. Foi a minha primeira grande prova, não conseguia prever o que me esperava, por isso fui com cautela. Fomos quatro atletas do Clube Anacom,
prepositadamente de Lisboa, três com a responsabilidade de ser uma estreia nestas provas, e um quarto que já ia na sua terceira maratona. Logo aos 5 kms passaram todos por mim, O jose vaz foi logo na partida saiu disparado, depois o Isaac que se escondeu e passou de fininho sem dizer nada, um pouco mais tarde o Manuel Barros concentradissimo acenou-me simpaticamente, de quem levavav em mente seguir um plano, e não poderia abrandar. Eu limitei-me a seguir em ritmo confortável, sempre com a ideia dos meus amigos do vale Silêncio, "Não comeces a acelerar, depois vais pagar mais tarde", então limitei-me a "passear" pelas ruas de matosinhos. Só por volta dos 15kms onde acontece a separação da prova mais pequena com a maratona, é que me apercebi que ia demasiado atrasado, já não sentia gente a passar por mim, e decidi juntar-me a um amigo que ia para a sua segunda maratona, e acompanhei-o durante 4 a 5 kms, a um ritmo um pouco mais rápido, mas perfeitamente suportável. Entretanto, ocorre um abastecimento, eu paro e ele continua, e percebi que a parti dalí tinha que encontrar o meu ritmo. Nesse momento cruzo a ponte S.Luis, para começar o trajeto em Gaia, e cerca de um kms mais tarde cruzo-me com os meus colegas de equipa que vinham em sentido contrário...aí percebi que ia mesmo muito atrasado, estamos a falar de mais ou menos 5 kms, e com 24 kms percorridos. Durante dois kms junto-me a uma atleta espanhola que me pareceu ir a rolar um pouco mais rápido que os outros, e acompanho-la. Um pouco antes da viragem em Gaia, começo a aumentar o ritmo, e a senhora rapidamente fica para trás, e começo a mentalizar-me para seguir um ritmo mais forte...assim fiz. Fui passando sucessivamente por vários atletas, e kms. Cerca dos 34 kms perto do palácio da foz, um primeiro sinal de cãimbras, paro e faço uns breves alongamentos, devagar consigo continuar, as dores vão passando. Vou ganhando confiança, e junto-me a um grupo de três espanhois durante dois kms, porque senti que podia dar mais, mas estava um pouco á toa, de quem seguir. Apero mais um pouco e chego até ao José Vaz que ia a andar com dificuldades. Paro e incentivo-o a continuar, corro ao lado dele, ele progressivamente consegue recuperar com o incentivo, e chegamos ao abastecimento do km40, digo para ele comer e eber algo, assim o faz, e seguimos num bom ritmo. Chegamos ao km41 caí uma carga de água, abundante, mas já não faz moça, apenas perdemos o incentivo do maravilhoso público que assistia, mas estamos entusiasmados e o último km é em subida para o parque da cidade. Senti-me confortável, não me apeteceu de passar o Vaz, e deixeio ir á frente, porque já tinha recuperado e estava a andar bem. No final registo 4H 32min, mais 7 seg que o Vaz, e debaixo de uma enchurrada de água. Á chegada entregam uma capa para a chuva, uma medalha linda, fruta, e muita simpatia. O vaz chega de rastos, quase em hipotermia, valeu a minha ajuda que lhe foi buscar uma capa, e trocou a camisola por uma que eu tinha deixado para quando chegasse, e sem que ele tivese tempo para pensar, dou-lhe um isitónico para a mão e digo para ele beber, que ajuda a recuperar. A verdade é que o homem recuperou, e sentimos o dever cumprido.
prepositadamente de Lisboa, três com a responsabilidade de ser uma estreia nestas provas, e um quarto que já ia na sua terceira maratona. Logo aos 5 kms passaram todos por mim, O jose vaz foi logo na partida saiu disparado, depois o Isaac que se escondeu e passou de fininho sem dizer nada, um pouco mais tarde o Manuel Barros concentradissimo acenou-me simpaticamente, de quem levavav em mente seguir um plano, e não poderia abrandar. Eu limitei-me a seguir em ritmo confortável, sempre com a ideia dos meus amigos do vale Silêncio, "Não comeces a acelerar, depois vais pagar mais tarde", então limitei-me a "passear" pelas ruas de matosinhos. Só por volta dos 15kms onde acontece a separação da prova mais pequena com a maratona, é que me apercebi que ia demasiado atrasado, já não sentia gente a passar por mim, e decidi juntar-me a um amigo que ia para a sua segunda maratona, e acompanhei-o durante 4 a 5 kms, a um ritmo um pouco mais rápido, mas perfeitamente suportável. Entretanto, ocorre um abastecimento, eu paro e ele continua, e percebi que a parti dalí tinha que encontrar o meu ritmo. Nesse momento cruzo a ponte S.Luis, para começar o trajeto em Gaia, e cerca de um kms mais tarde cruzo-me com os meus colegas de equipa que vinham em sentido contrário...aí percebi que ia mesmo muito atrasado, estamos a falar de mais ou menos 5 kms, e com 24 kms percorridos. Durante dois kms junto-me a uma atleta espanhola que me pareceu ir a rolar um pouco mais rápido que os outros, e acompanho-la. Um pouco antes da viragem em Gaia, começo a aumentar o ritmo, e a senhora rapidamente fica para trás, e começo a mentalizar-me para seguir um ritmo mais forte...assim fiz. Fui passando sucessivamente por vários atletas, e kms. Cerca dos 34 kms perto do palácio da foz, um primeiro sinal de cãimbras, paro e faço uns breves alongamentos, devagar consigo continuar, as dores vão passando. Vou ganhando confiança, e junto-me a um grupo de três espanhois durante dois kms, porque senti que podia dar mais, mas estava um pouco á toa, de quem seguir. Apero mais um pouco e chego até ao José Vaz que ia a andar com dificuldades. Paro e incentivo-o a continuar, corro ao lado dele, ele progressivamente consegue recuperar com o incentivo, e chegamos ao abastecimento do km40, digo para ele comer e eber algo, assim o faz, e seguimos num bom ritmo. Chegamos ao km41 caí uma carga de água, abundante, mas já não faz moça, apenas perdemos o incentivo do maravilhoso público que assistia, mas estamos entusiasmados e o último km é em subida para o parque da cidade. Senti-me confortável, não me apeteceu de passar o Vaz, e deixeio ir á frente, porque já tinha recuperado e estava a andar bem. No final registo 4H 32min, mais 7 seg que o Vaz, e debaixo de uma enchurrada de água. Á chegada entregam uma capa para a chuva, uma medalha linda, fruta, e muita simpatia. O vaz chega de rastos, quase em hipotermia, valeu a minha ajuda que lhe foi buscar uma capa, e trocou a camisola por uma que eu tinha deixado para quando chegasse, e sem que ele tivese tempo para pensar, dou-lhe um isitónico para a mão e digo para ele beber, que ajuda a recuperar. A verdade é que o homem recuperou, e sentimos o dever cumprido.


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